Filme documenta colônia árabe de Foz do Iguaçu 23.11.2016

Filme documenta colônia árabe de Foz do Iguaçu

A cidade tem o maior número de migrantes árabes de toda a América Latina.

 
O documentário “Árabes no Paraná – Foz do Iguaçu” conta a história da colônia árabe da cidade, maior da América Latina (São Paulo é a primeira). O filme foi escrito e dirigido pela cineasta Lu Rufalco (de “O Mundo Perdido de Kozák”).
 
Viabilizado por meio de patrocínio da Itaipu Binacional, com apoio da Prefeitura, da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu e do Hotel Bourbon, o documentário é uma iniciativa do Conselho de Senhoras da Sociedade Árabe de Beneficência (Saben), que empreende campanha pública para a construção do Hospital da Beneficência Árabe do Paraná. O projeto prevê ainda outras edições do documentário em cidades de forte imigração árabe, como Curitiba e Paranaguá.
 
 
Localização privilegiada
 
A imigração árabe no Paraná começou há cerca de 140 anos, no contexto da perseguição pelo Império Turco Otomano, a escassez de terras e a visita do imperador D. Pedro II ao Oriente Médio, entre 1871 e 76.
 
“Sou neto dos primeiros imigrantes sírios nas Américas. Meu avô imigrou para o Brasil em 1892. Meu pai chegou em Foz em 1952, um dos primeiros libaneses da cidade. Por ser a Tríplice Fronteira, com gente de todas as etnias, ele se sentiu em casa. Tendo se estabelecido, o costume libanês é trazer a família e os parentes da cidade de origem”, conta Mohamad Ibrahim Barakat, diretor de assuntos internacionais da Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu, em entrevista ao documentário, lançado no dia 17 de novembro.
 
A localização geopolítica é uma das melhores do continente. “Em 1950, Foz do Iguaçu tinha uma área territorial imensa, chegava até Cascavel praticamente, mas não passava de 10 mil habitantes. Hoje, chegamos a 2 milhões, se considerarmos a Tríplice Fronteira. Por isso, acreditamos que seremos a sede do parlamento do Mercosul, até porque já temos a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), que promove essa integração acadêmica. Isso sem falar das riquezas naturais e humanas: temos 80 etnias vivendo na região”, pontua Barakat.
 
 
Comunidade organizada
 
O documentário mostra como, ao longo dos anos, a comunidade árabe foi se organizando, afirmando a identidade de sua cultura milenar como presença concreta na realidade local. Escolas, clubes sociais e esportivos, associações beneficentes e templos religiosos foram criados, a culinária incorporada no dia a dia da cidade, a música e a dança encontrando espaço para aflorar.
 
“É a continuidade das tradições em outro tempo e espaço. Assim como o Rio Iguaçu lança com ímpeto suas águas em outro rio, tornando-o ainda mais forte, a imigração árabe fez do Paraná o destino de sua tradição e cultura, para tornar mais vibrante, mais diversa e feliz a alma brasileira”, considera Rached Traya, presidente da Saben.
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