Mudança no projeto: Perimetral Leste não será somente para caminhões 29.01.2020

 Mudança no projeto: Perimetral Leste não será somente para caminhões

A via que vai conectar a Ponte da Integração Brasil – Paraguai à BR-277, também poderá ser utilizada por carros, ônibus e motos. Caminhões não poderão usar mais a Ponte da Amizade.

 

Uma  mudança importante no projeto da Perimetral Leste, que vai ligar a  futura  Ponte  da  Integração Brasil-Paraguai à BR-277, em Foz do Iguaçu 
(PR),  foi  decidida  em  conjunto  pela Receita Federal, Polícia Federal e Polícia  Rodoviária  Federal:  a via não será exclusiva para caminhões. Por 
ali vão passar também carros, ônibus e motos.
 
A  Construtora  JL, responsável pela obra da Perimetral Leste, já foi informada  da  decisão, segundo o presidente do Conselho de Desenvolvimento 
Econômico de Foz do Iguaçu (Codefoz), Mário Camargo, que presta consultoria à construtora. Segundo  ele,  a  razão  para  a  mudança  é  simples:  o  tráfego de caminhões,  entre o Brasil e o Paraguai, equivale a apenas 6% da circulação total  de  veículos.  A  nova  ponte,  portanto,  pode receber não apenas o tráfego pesado, como o de outros veículos.

 

O  projeto  da  Perimetral Leste também contempla a construção de uma nova  aduana. Ambas – perimetral e aduana – devem ficar prontas junto com a nova  ponte.  Com  a  alteração  no  projeto, a aduana precisará contar com controle  migratório  e  de  fiscalização  de  bagagens,  o  que não estava previsto anteriormente.

 

Como  os  projetos ainda estão em andamento – ainda faltam sete meses para  a  entrega da versão final –, há tempo suficiente para as adaptações, 
de  acordo  com  o  presidente  do Codefoz. A conclusão das duas obras deve ocorrer dentro de dois anos depois do início, previsto para julho ou agosto de 2020, coincidindo com a entrega da Ponte da Integração. "A  nova  ponte  vai  atender a duas vocações de Foz, a logística e o 
turismo", diz Camargo. "Os dois setores precisam trabalhar juntos."

Caminhões

Com  a  Ponte  da  Integração  pronta,  o  tráfego  de caminhões será proibido  na  Ponte  da Amizade, que ficará exclusiva para veículos leves e ônibus.  Os  caminhões,  hoje, representam um transtorno para o trânsito de Ciudad  del  Este, que proibiu a passagem destes veículos durante o dia. Em Presidente   Franco  não  haverá  este  problema,  já  que,  como  no  lado brasileiro,  haverá  uma  perimetral  que desviará o tráfego proveniente da ponte para fora da área central.

 

Mas  Mário  Camargo  destaca  que,  a  partir de agora, Foz do Iguaçu precisa  "trabalhar  pelo novo Porto Seco", pois, com o atual, os caminhões desviariam  para a BR-277, indo pela Perimetral, e depois teriam que voltar à cidade, prejudicando todo o tráfego na rodovia. 

O novo Porto Seco, segundo ele, deverá contemplar três modalidades de transporte:  rodoviária,  ferroviária  e  hidroviária.  Para a ferrovia, há intenção  do  governo  do  Estado  de  construir  um  ramal da Ferroeste de Cascavel a Foz do Iguaçu. A hidrovia, utilizando o reservatório de Itaipu e depois  o  Rio Paraná, vai depender da demanda, mas ele acredita que haverá interesse  nesse  tipo  de  transporte,  que  é mais barato até mesmo que o ferroviário.

Já  a  demanda  por transporte ferroviário atenderia ao Paraguai, que hoje  exporta  seus  produtos, via hidrovia, pelos portos de Buenos Aires e Montevidéu.  No  ano  passado,  a  estiagem  baixou demais o nível dos rios Paraná  e  Paraguai, quase inviabilizando o transporte hidroviário. A opção ferroviária  seria  vantajosa em vários aspectos, inclusive pelo tempo mais curto para o transporte de Foz do Iguaçu ao Porto de Paranaguá.

 O apoio da Itaipu
A  Itaipu  financiará  totalmente a construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai,  ao custo de R$ 323 milhões, e também da Perimetral Leste, que  vai exigir mais R$ 140 milhões e fará a ligação entre a nova ponte e a BR-277,  desviando o tráfego de caminhões pesados das avenidas turísticas e centrais de Foz do Iguaçu. A  futura  ponte  terá  760  metros  de  comprimento  e  será do tipo estaiada,  com  vão-livre  de  470  metros,  que  é um de seus diferenciais estéticos.


 

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