De “casa nova” Latinoware 2018 reúne quase quatro mil pessoas 20.10.2018

De “casa nova” Latinoware 2018 reúne quase quatro mil pessoas

Além de ganhar mais espaço, esta edição do evento também ampliou a sua programação, promovendo mais de 250 atividades.

 

Encerrou nesta sexta-feira (19), a 15ª edição do Congresso Latino-Americano de Software Livre e Tecnologias Abertas (Latinoware). O evento, que pela primeira vez foi realizado no Centro de Convenções de Foz do Iguaçu, reuniu quase 4 mil pessoas de nove países: Brasil, Argentina, Paraguai, Colômbia, Venezuela, Peru, Cuba, Estados Unidos e Dinamarca.
 
Além de ganhar mais espaço, esta edição do evento – que é realizado pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e pela Itaipu Binacional - também ampliou a sua programação, promovendo mais de 250 atividades e discussões sobre uma grande variedade de temas como Desenvolvimento de Sistemas, Segurança e Privacidade na Internet, soluções tecnológicas de Inteligência Artificial, Robótica, Automação, Negócios, Impressoras 3D, Aprendizagem Criativa e Internet das Coisas, entre outros. 
 
Uma das novidades deste ano foi a realização do 1º Hackaton Latinoware 2018, um desafio lançado aos jovens para desenvolverem soluções para problemas sociais. Os vencedores da maratona foram Kaique Spagnol e Michel Cassol, do Instituto Federal do Paraná (IFPR) - Campus Palmas, que apresentaram um aplicativo focado na mobilidade urbana. 
 
A segurança da informação foi outro tema bastante discutido durante o evento. O engenheiro de redes Marcos Sungaila trouxe dados preocupantes em sua palestra. De acordo com o especialista, apenas no ano passado os custos globais de crimes cibernéticos alcançaram os US$ 608 bilhões. Para 2021, a previsão é que esse valor alcance os US$ 6 trilhões. Sungaila explicou como acontecem os ataques, demonstrou as principais fragilidades do sistema, esclareceu dúvidas do público e alertou: “O ser humano é o fator mais vulnerável para facilitar um ataque cibernético”.
 
Idealizado para fazer a relação entre a tecnologia e a educação, o 1º LatinowareEDU foi realizado em parceria com a Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa - braço do MIT MidiaLab no Brasil – e já nesta primeira edição reuniu cerca de 200 pessoas em suas atividades que incluíram assuntos como computação criativa e robótica educacional. De acordo com o curador do evento, Felipe Gonzalez, a iniciativa pode resultar em um legado importante. “Trazer uma área educacional para dentro do Latinoware é um ciclo e uma forma de aproximar educadores e entusiastas da tecnologia. Vamos ver se conseguimos mensurar esse legado, essa sementinha que plantamos nesse educador, para o próximo evento. Já ver quem veio assistir sendo protagonista e apresentando seus trabalhos”, ressaltou.
 
Em um dos momentos mais aguardados pelo público do Latinoware, o 1º Concurso de Cosplay de Cosplay premiou Carolina Oliveira de Souza, que se apresentou como Katrina, a Lâmina Sinistra do game League of Legend (LoL). Figura já carimbada do evento, John “Maddog” Hall, em sua palestra traçou uma breve linha do tempo com análises e críticas ao desenvolvimento da tecnologia desde 1969, ano de origem do Linux, até a atualidade; identificando desafios, competências, falhas e riscos para posteridade.
 
Novo espaço aprovado
De acordo com Duda Nogueira, coordenador de Grade do Latinoware, o novo local para a realização do evento foi aprovado. “O Centro de Convenções se mostrou uma excelente opção, um espaço que conseguimos integrar vários ambientes para discutimos temas e tecnologias que irão revolucionar o mercado. Hoje estamos discutindo tecnologias que certamente vão revolucionar os próximos 20 anos. Essa informação é muito preciosa, talvez seja um dos maiores legados sociais que a gente tenha e de conhecimento que o PTI e a Itaipu conseguiram promover para nós”, destaca.
 
Nogueira também ressaltou a importância das caravanas (foram 81 nesta edição). “Tivemos uma estratégia muito bacana. Em muitas cidades do Brasil inteiro criaram-se comunidades envolvidas com o tema e com esse tipo de estratégia foi possível criar e ampliar esse público. É uma tradição caravanas virem para o evento”.
 
Foto - Kiko Sierich
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